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Angelina-Jolie-BloodyPegue o homem que te maltrata, estenda-o sobre a tábua de bife e comece a sová-lo pelas costas. Depois pique bem picadinho e jogue na gordura quente. Acrescente os olhos e a cebola. Mexa devagar até tudo ficar dourado. A língua, cortada em minúsculos pedaços, deve ser colocada em seguida, assim como as mãos, os pés e o cheiro verde. Quando o refogado exalar o odor dos que ardem no inferno, jogue água fervente até amolecer o coração. Empane o pinto no ovo e na farinha de rosca e sirva como aperitivo. Devore tudo com talher de prata, limpe a boca com guardanapo de linho e arrote com vontade, pra que isso não se repita nunca mais.

Ivana Arruda Leite (Araçatuba-SP, 1951). Publicou Histórias da mulher do fim do século (contos, Editora Hacker, 1997), Falo de mulher (contos, Ateliê Editorial, 2002), Confidencial — anotações secretas de uma adolescente (juvenil, Editora 34, 2002), Eu te darei o céu — e outras promessas dos anos 60 (romance, Editora 34, 2004), Ao homem que não me quis (contos, Editora Agir, 2005). Participou, dentre outras, das antologias Geração 90:  os transgressores (Editora Boitempo, 2002) e Ficções fraternas (Editora Record, 2003). Tem contos publicados nas revistas: PS:SP, Ácaro, Coyote e Et Cetera. Escreve o Doidivana.

Conto extraído do Livro “Falo de Mulher” (Ateliê Editorial/2002)

Leave A Comment, Written on setembro 2nd, 2010 & filed under Humorolhando, Literatura, comportamento, cultura, relacionamento, romance

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“Devo ter-te possuído muitas vezes apenas uns minutos depois de ele o ter feito.
Pedias violência.
Não sabia que me estavas a pedir para superar o Robert, a tentar apagá-lo do teu corpo.
Pensava que era simplesmente o frenesi do desejo.
Por isso cedia.
Quando fazia Amor contigo, esmagava-te os ossos, vergava-te, contorcia-te.
Uma vez fiz-te sangrar.
Depois saías da minha cama, metias-te num taxi e ías ter com ele.
E dizias-me que depois de fazer amor não te lavavas, porque gostavas do cheiro que perpassava as tuas roupas, gostavas dos cheiros que te seguiam durante um dia inteiro.
Quase enlouqueci quando descobri isto tudo, tive vontade de te matar.”

“Conheci outros anjos sexuais.

É maravilhoso ver a mudança que se dá neles. Aqueles olhos límpidos e transparentes, aqueles corpos que compõem poses tão harmoniosas, aquelas mãos delicadas…como mudam quando o desejo se apodera deles!

Os anjos sexuais!

São maravilhosos por ser uma surpresa tão grande, uma mudança tão forte.Você por exemplo, com esse ar de quem nunca foi tocada, imagino-a a morder e a arranhar…Tenho a certeza de que até a sua voz se altera.

Já vi mudanças assim.

Há mulheres com vozes que parecem ecos poéticos de outro mundo.Depois mudam.Os olhos mudam.Acho que todas essas lendas sobre pessoas que se transformam em animais à noite – como histórias de lobisomens, por exemplo- foram inventadas por homens que viram mulheres transformarem-se à noite, deixarem de ser criaturas idealizadas e veneradas e tornarem-se animais, e pensaram que elas estavam possessas.”

Passarinhos – Anais Nin

Leave A Comment, Written on agosto 25th, 2010 & filed under Contos Eróticos, Literatura, citações, cultura, poesia, relacionamento, romance, sexo

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A OUTRA

O dia acordou mais leve, pois não trás consigo o peso do nilismo.

Não mais como o fim, mudo e surdo, o dia nasce com uma promessa de vida.

As caricias da noite passada, ainda marcam presença em vestígios visíveis a olho nu.

No espelho suado pelo vapor da água quente do chuveiro, a imagem que reflete, denuncia a violência consentida da noite anterior.

O esfregar da bucha ensaboada na pele ardida, transforma desenhos de dedos e dentes, em manchas abstratas em vivo vermelho, que mapeiam a carne trêmula e desnuda, de Helena.

Uma linda mulher, antes morta pra vida, renasce no dia em que se deixou num ímpeto, ser tomada, por outra igual.

A outra, sedutoramente linda e perfumada. Vestida pra matar, ressuscitara em Helena a fome de vida, há muito perdida em tempos remotos.

A desesperança que alimentara na última década se enche de razões que passa a justificar o existir.

Na lembrança de Helena um turbilhão de sensações e imagens fracionadas, de dois corpos esbeltos e de beijos em veludo que se provaram com sutileza vigiada.

Sutileza essa disfarçada, próprio das fêmeas no cio que querem cruzar…

A introdução delicada do encontro das duas, foi logo substituída por uma gana predatória, de uma em cima da outra. Roupas rasgadas em fúria, deixavam expostas, mínimas peças bordadas em renda.

Elas se enfrentaram por horas a fio, com unhas e dentes, invadindo-se com dedos e línguas, se puseram a fuçar em orifícios e fendas, como se plugadas em tomadas, gemiam e tremiam de forma histérica e eletrizante.

Helena sozinha no banho, ao se ver-se no espelho se divertia, ao se reconhecer Bela e a outra como a Fera…

Ao vestir sua calcinha, o atrito do tecido nos lábios sensíveis e inchados, forçou Helena a não usar nada por baixo nesse dia.

A dor que ela sentia, em determinadas partes do corpo, perdia em importância se comparada ao prazer desfrutado pelo sexo com a outra.

A outra, ah…a outra…Helena sabia que a outra que lhe possuíra na noite passada, deixara vestígios com o claro propósito de se fazer lembrar…

by m@rypop©

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Algumas imagens falam mais que mil palavras…


by m@rypop ©

Leave A Comment, Written on agosto 17th, 2010 & filed under Curiosidades, Olhobservando, citações, comportamento, cultura

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BURACOS DAS GENTES

Quero de um tudo…

Dizem os macacos: “querer não é poder.”

Um bando de imitadores incapazes de fazer acontecer

quando bem lhes der na telha.

Eu posso tudo quando eu quero e quando eu quero,

eu sempre posso.

Essa é a minha lei. Se não acontecer, é porque no fundo eu não queria

e nem eu mesma sabia.

Difícil mesmo pra mim é querer. Tenho dificuldade em ter fome,

em ter sede.

Esses dias comentava com uma amiga faminta,

sobre a fome e a seca das gentes.

No mundo tudo gira em torno da fome e da sede.

Falam sempre no buraco da tal da camada de ozônio,

os cientistas e os homens que  dizem governar as mentes,

e nem ligam pro enorme buraco das gentes.

São tantos buracos em piores condições.

Causa inclusive de distúrbios e desequilíbrios.

Buracos negros, sem fundo,  famintos, insaciáveis, vazios e secos.

Ontem mesmo, perdi um primo meu que morreu

de tanto tentar encher o seu próprio buraco, tapando o buraco dos outros.

Ele tinha a mania de entrar e sair pelos fundos. Era a sua predileção.

No entanto o que mais tem é gente que morre pela boca.

Comem por cima e comem por baixo, até se arregalar.

Dizem que na África, tem gente que morre de inanição.

Vejam só que contradição!

Deve ser por isso que eles tentam tapar o buraco de qualquer jeito,

sem nenhuma precaução.

Alguns felizardos mesmo tendo a mão naquilo e aquilo na mão,

ainda assim, a fome e a sede não passa não.

Estão sempre querendo comer e beber fora.

Eu hein!

Por sorte eu tive boa criação.

Mamami me  ensinou a ocupar a minha mente

como forma de disfarçar a fome e a sede.

Dizia que mente vazia era um convite pra gulas e fugas.

E que eu poderia sofrer de má digestão.

Mamami dizia que pra não viciar, se a vontade tomasse forma em mim,

que eu devia beber e comer com moderação.

Daí o meu buraco não iria ficar nem cheio e nem vazio.

Acho que de tanto ela me incutir razão e fundamento

é que meu buraco carece de fome e de sede

que até ficou seco.

by m@rypop ©

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Hoje acordei com um gosto de fruto na boca (ou seria fruta?). O que importa o gênero quando na fusão a integralidade é absoluta?  Ah o gosto…o gosto na boca é de quero mais…

by m@rypop©

Leave A Comment, Written on julho 18th, 2010 & filed under Autoral, Literatura, citações, cultura, pensamento, poesia, relacionamento, romance, sexo

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Una habitación de hotel en el centro de Roma es el escenario interior en el que dos mujeres jóvenes que se acaban de conocer, se internan juntas en una aventura física que les tocará el alma.
Todo transcurre en una noche y en las primeras horas de la mañana de un día del comienzo del verano de 2008, antes de que Roma lance a cada una de ellas al lugar al que pertenecen; por la tarde Alba (Elena Anaya) volará a España, y Natasha (Nathasa Yarovenko) a Rusia.
La habitación del hotel, que parece haberlas estado esperando siempre con la emoción de la Historia incrustada en sus viejas paredes, sugestiona una atmósfera cargada de erotismo y sensualidad, con una extraña fuerza que engancha sus miradas apuntando hacia lo desconocido. Nacen sentimientos nuevos que Alba y Natasha aceptan, y al mismo tiempo quitan importancia hablándose con soltura y buen humor. Un pacto natural de ligereza que propicia situaciones tan cómicas como enigmáticas, antes del ataque inesperado de un amor punzante como una flecha lanzada desde lo alto. Durante doce horas, de noche y de día, estas dos mujeres desvelarán sus vidas, primero ocultándose y protegiéndose por miedo a la atracción sin retorno, luego dejándose acompañar hacia el paisaje desconocido de la otra, habitado por sus compromisos y el amor sincero hacia sus respectivas parejas; en el caso de Alba, una mujer que tiene dos hijos; y el de Natasha, su profesor de Renacimiento con el que se va a casar la próxima semana.
Ambas girarán sobre sí mismas hasta ponerse boca arriba mirando juntas hacia otra verdad, un abismo compartido, el secreto guardado en una habitación en Roma, una sorpresa del tiempo anterior que les adelanta, un regalo del destino para que hagan con él lo que más deseen. Así nace para ellas su nueva libertad.

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Lucía y el sexo

Sinopsis:

Lucía (Paz Vega), una joven camarera de un céntrico restaurante  madrileño, recibe una noche una llamada que le comunica la desaparición de Lorenzo (Tristán Ulloa), su novio, un escritor con el que lleva viviendo seis años. El miedo y la angustia le hacen huir de la ciudad, refugiándose en una tranquila y despejada isla del Mediterráneo. Allí, en medio de una atmósfera brillante, tan sólo expuesta al aire libre y al sol, Lucía conocerá a Elena (Najwa Nimri) quien le conducirá a descubrir los rincones más turbios de su pasado así como el poder que tiene el sexo sobre el destino. La isla, su libertad y los deseos de escapar harán que se establezca una extraña relación entre quien fabrica la ficción, Lucía, y quien la recibe, Lorenzo, una especie de acuerdo en el que ellos se sienten absolutamente libres, él para inventar y ella para dejarse llevar imaginándose en otros personajes.

http://www.juliomedem.org/habitacionenroma/galeria.html

http://www.juliomedem.org/habitacionenroma/sinopsis.html

Leave A Comment, Written on julho 16th, 2010 & filed under cinema, citações, cultura, entretenimento, relacionamento, romance, sexo

ZiegfeldGirl800 - Deltaofvenus.com

“Enquanto eu cultivo sementes em minha mente, pululam idéias imortalizadas de outras gentes.”

by m@rypop

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Leave A Comment, Written on julho 13th, 2010 & filed under Curiosidades, citações, cultura, novos escritores, pensamento